DEBATE SOBRE A "SAÚDE - ENCERRAMENTO DOS SAP" EM PENELA

Site da Federação do Partido Socialista de Coimbra

A Federação Distrital do Partido Socialista de Coimbra, comemorou ontem em Soure mais um aniversário, que assinala o dia em que foram a Lisboa em 19 de Julho de 1975, à Alameda da Fonte Luminosa onde o Partido Socialista à data dirigido por Mário Soares, promoveu uma manifestação de contestação ao Governo de Vasco Gonçalves.
10,00 horas Concentração no Parque da Várzea
10,30 horas Início das Actividades
10,30 horas -1.º Acto - Actividades Lúdicas, Desportivas e Recreativas
- Visita Guiada ao Concelho
13,30 horas - 2.º Acto - Almoço
15,00 horas - 3.º Acto - Animação Cultural
16,30 horas - 4.º Acto - Sessão Oficial do Dia da Federação
17,30 horas - Encerramento
Contactos para inscrição: Telef: 239 823 911 Fax: 239 826 329
E-Mail: federacaocoimbraps@mail.telepac.pt

“RESPOSTAS DO PS PARA OS DESAFIOS DA SOCIEDADE PORTUGUESA”
Os trabalhos iniciaram com a intervenção de Victor Baptista, que após cumprimentar todos os presentes e agradecer a sua participação, proferiu palavras de agradecimento a Jorge Coelho dizendo “…é sempre uma honra ter Jorge Coelho entre nós porque se trata de um membro honorário do Partido Socialista…”.
Jorge Coelho iniciou a sua intervenção dizendo que actualmente vivemos num mundo global, o que tem o seu preço e neste caso muito elevado. Hoje em dia assistimos também cada vez mais, a um agravamento, no que diz respeito, à distribuição de riquezas, o que deve ser uma preocupação de qualquer cidadão, mas sobretudo daqueles que comungam do ideal socialista.
De seguida Jorge Coelho explicou porque estão a ser introduzidas as actuais reformas em Portugal:
· Portugal é o país da velha Europa onde o fosso é maior entre ricos e pobres;
· 10% dos ricos consome 28% da riqueza produzida anualmente no país;
· O actual governo assumiu o compromisso com os portugueses de mudar o que está mal, custe isso o que custar, ao invés de tomar uma posição estática e conformista;
· Nos dias de hoje o voto ideológico tem tendência para ser cada vez menor;
· Hoje os eleitores votam nas alternativas que lhes proponham as melhores condições;
No início da governação foram colocadas ao actual executivo duas soluções, que seriam; ou “fazer” ou “adiar novamente”.
O governo teve de enfrentar uma economia com uma grave situação orçamental, a qual não quis ver “disfarçada” através das precárias soluções, como a venda de património de forma a obter receitas extraordinárias. Isto seria fazer uma caminhada sem futuro para o País, para Portugal e para o PS.
Actualmente o país tem no governo uma liderança forte, moderna, de transformação e mudança, mas que preserva os grandes valores e princípios do PS. Foi o PS que esteve sempre à frente, das grandes mudanças estruturais do País, como o foram o cenário pós 25 de Abril de 1974, ou mais tarde com Mário Soares que negoceia a nossa entrada para a União Europeia então CEE.
O governo do Eng.º António Guterres teve a oportunidade de criar as condições que o país necessitou para se desenvolver.
Hoje Portugal tem um rumo, uma estratégia clara e um líder, que sabe o que quer, para onde vai e sobretudo não tem medo de ataques. Sabe que está a seguir o rumo certo e que no final do mandato, a vida dos portugueses também estará no rumo certo.
Falando agora da oposição, numa democracia que funcione correctamente é necessário ter uma oposição forte. Mas parece que os partidos de oposição têm outras preocupações, tal como o CDS que prefere entreter-se com a polémica das limitações de mandatos. Quanto ao PSD, anda deprimido, pelo facto de que o Presidente da República, por eles apoiado tem vindo a dar muito apoio ao actual Primeiro Ministro.
Mas falando agora de situações concretas, comparemos dois ou três exemplos para perceber como o país mudou. Em Maio de 2005 Portugal estava em recessão técnica desde Julho de 2004, o Banco de Portugal dizia que a economia se encontrava deprimida e com perda de velocidade. Em Julho de 2006 o indicador económico, avançado pela OCDE, dizia-nos que a economia voltava a subir pelo décimo mês consecutivo, e que se registava um crescimento de 1% ao ano. Foi estancada a recessão e Portugal começa agora a crescer economicamente. Passado um ano a Comissão Europeia afirma que as medidas tomadas por Portugal fram a mais correctas e que desta forma conseguirá coloca o défice abaixo dos 3,5%, sem recurso a subterfúgios.
Sério é o que o Governo está a fazer ao tomar medidas para a corrigir a situação actual, que começam agora a apresentar os resultados positivos.
O PIB registou ma variação homóloga em 2006 de 1% em termos reais. Quer isto assim dizer que passámos de uma situação de estagnação económica, para uma situação de crescimento, lento, mas diferente, isto porque não e conseguido através do aumento do consumo interno, mas sim através do aumento das exportações.
A taxa de desemprego é elevada, mas só se conseguirá reduzir, através do desenvolvimento económico, e recorrendo a políticas de protecção dos desempregados.
Acho muito bem que o Primeiro Ministro seja optimista, isso só transmite confiança aos cidadãos e revela que este confia no seu projecto.
Sou solidário com o Governo, concordo com todas as suas medidas e também eu serei vítima do julgamento do povo daqui a quatro anos.
Foram criados 32.000 novos postos de trabalho, logo o Governo não pode ser acusado de nada estar a fazer. Muitas das manifestações a qe assistimos são a prova disso, de que este Governo está em movimento.
Assistimos também a uma radicalização das posições dos Sindicatos, que se revelam contra tudo, independentemente de analisarem as medidas se as medias que estão a ser tomadas são positivas ou não.
A educação é a raiz de fundo dos nossos problemas, da nossa falta de competitividade, repare-se que na transição de 1990 para 2000, passou-se de um investimento de cerca de 420.000 milhões de Euros para 1.240.000 milhões de Euros, ou seja triplicámos o investimento em, construção de escolas, sistemas informáticos, maior contratação do número de docentes.
A grande diferença presente neste Governo, consiste na preocupação de que todas as medidas entronquem num projecto que conduza a um Estado moderno e social. As razões que levam a que todas estas medidas sejam implementadas são as de criar um estado social a favor de todos os cidadãos.
Tenho muito orgulho em ter sido membro do Governo do Eng.º António Guterres, porque durante o seu período de governação muito feito em termos de políticas sociais. E para que se possa continuar a melhorar cada vez mais essas políticas o país tem de ser capaz de gerar riqueza.
Jorge Coelho terminou desta forma a sua intervenção, dizendo:
“… Vamos no bom caminho, temos uma estratégia certa, um bom projecto, uma liderança forte, temos o fundamental para o êxito…”
“…O Primeiro Ministro é determinado, corajoso, jovem, para muitos anos…”
O PS saberá compreender estas medidas e apoiá-lo. O PS é um partido com uma cultura onde todos são livres de dizer o que pensam.
Estou de acordo com a estratégia do Governo, vamos no bom caminho!